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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

JUSTA HOMENAGEM

Arquivo/CB/D.A PressO CORREIO BRAZILIENSE  presta bela homenagem a estes pioneiros, Recebi do meu querido amigo Carlos Marques e não poderia deixar de postar.
Na prova automobilística 500km de Brasília, edição de 17 de setembro de 1967, o segundo lugar valia mais que o primeiro, e o veículo mais desacreditado entre os concorrentes foi, também, o mais amado pela torcida.
 
Os personagens principais dessa história são o sonho de quatro amigos apaixonados pela velocidade e a máquina, subproduto de um fusca batido com peças de ferro velho e uma carcaça de chapas rebitadas nos moldes escolhidos pela equipe Camber e montado em cerca de 20 dias. Batizado pelo público de Patinho Feio, a caranga pretendia disputar com Porsches, Ferraris e outras grandes marcas do mundo dos automóveis.
 

O dispensável primeiro lugar da disputa ficou com um Alfa GTV da renomada Scuderia Jolly Gancia, da Alfa Romeo. O concorrente, esquisito, porém leve, surpreendeu até os próprios idealizadores, José Álvaro Vassalo, mais conhecido como Zeca Vassalo, Jean Luiz da Fonseca, Helladio Monteiro e Alex Dias Ribeiro, que viria a se tornar piloto de Fórmula 1. A corrida, que aconteceu nas ruas da capital, e o modelo inusitado, que chamou a atenção de todos, entraram para a história de Brasília e do automobilismo.
Patinho Feio correria, ao menos, até a década de 1970. Com o tempo, ganhou rodas esportivas e até aerofólio. E chega hoje aos 50 ainda em condições de rodar, símbolo de idealismo e resistência para seus construtores e para todos os que presenciaram a corrida.

A primeira disputa do Patinho Feio foi, também, a mais importante. Aconteceu em uma época em que a frota de carros local era muito menor, bem como o número de semáforos. O quarteto de amigos tinha a esperança de que a “lata-velha” conseguisse dar ao menos uma volta. A largada aconteceu na base do sorteio e os azarões ainda saíram na 33ª posição, a última, para ser mais preciso. Deram a partida e dispararam, para a surpresa dos concorrentes. Já na primeira volta, deixaram vários competidores comendo poeira. Na terceira, estavam em sexto lugar, na quarta, em quarto e, em pouco mais de uma hora de disputa, brigavam pela segunda colocação.

Montados e impulsionados pelo chassi e pela mecânica de um fusca, acompanhando os indicadores dos ponteiros no rústico painel do modelo, o grupo corria o mais rápido que podia. Os bolsos vazios talvez ajudassem a dar leveza para a desengonçada máquina com trejeitos de gafanhoto. Ainda nem tinham terminado de pagar o financiamento dos pneus. Quando entraram, a plateia e os outros pilotos deram risada. Quem eram os loucos que levaram aquele gafanhoto para a corrida? Nas últimas voltas, tinham conquistado Brasília. As chances de vencer eram reais. Uma reviravolta. Ainda assim, o Alfa Romeo chegou em primeiro. Os aplausos, porém, eram para os jovens brasilienses.

Bodas de ouro
 
Oficialmente, Patinho Feio se chamava Camber PT1, sendo Camber o nome da oficina criada pelos quatro. À época, os mais velhos, Alex e Jean Luiz, tinham 18 anos. Eles aprenderam sobre mecânica com um profissional da área, quase que informalmente. Os outros dois eram adolescentes. “Nosso exemplo era uma oficina chamada Torque. Como não podíamos usar o nome, fizemos um brain storm e pegou o Camber”, relembra Alex. A ideia era criar uma empresa para consertar e envenenar motores, resultado do amor pelo automobilismo. Mas eles não tinham carros para modificar, a não ser os dos pais. “Quando decidimos que faríamos a oficina, não tínhamos nada. Mas o pai do Heládio tinha sido sócio de uma oficina que fechou. De repente, uma série de ferramentas estavam à nossa disposição”, completa.

Inicialmente, a Camber funcionava na garagem da casa da mãe do Zeca, na W3 Sul. Ela também permitiu que eles construíssem um barraco no quintal, para guardar equipamentos, mas ninguém tinha coragem de deixar o carro com os garotos. O fusca batido pertencia ao pai de Alex, o médico Isaac Barreto Ribeiro, que sofreu um acidente enquanto ia para o trabalho, no Hospital do Gama. O diagnóstico era perda total. “Eu falei, ‘pai, me dá o fusca’. Ele ficou meio cabreiro. No fim, disse que ia dar o carro, mas não daria nem um tostão. Teríamos que nos virar”, conta o ex-piloto.

Desafios
 
A primeira versão do Camber PT, ou do Patinho Feio, mostrou logo a que veio. “O carro, sem carroceria, com a barra do volante apoiada na perna e uma garrafa Pet como tanque de combustível, corria muito. Olhamos o regulamento para corridas e decidimos pôr, no chassi, só o mínimo necessário para competir”, revela Jean Luiz. Eles também tinham de convencer o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo a deixá-los correr. “Dissemos que tínhamos construído um carro. Ele pediu para levá-lo lá. Se estivesse tudo dentro do regulamento, permitiria”, conta Jean. “Ele não acreditava que fôssemos voltar. Por mais feio e estranho que fosse, ele olhou (o carro). Estava tudo dentro do regulamento. Foi obrigado a aceitar. E o carro só ficou completamente pronto no dia da corrida”, completa Alex.

Apesar da aparência não convencional do Patinho Feio e da baixa probabilidade de um grupo de adolescentes fazer um carro de corrida funcional, o segredo do grupo de amadores foi justamente o profissionalismo. Eles estudaram cada detalhe, incluindo a pilotagem e os trajetos. Sacrificaram noites e fins de semana para alcançar o sonho. Em 1968, Patinho Feio concorreu no 1.000km de Brasília.  Posteriormente, disputou a Corrida de Goiânia e também esteve na inauguração do Autódromo do Rio de Janeiro, além de ser carro-madrinha em várias disputas, incluindo a primeira do circuito de Interlagos. Ganhou um aerofólio fabricado pelo grupo.

Após a primeira vitória, a Camber se transformou em uma oficina famosa na capital. Foi revendedora oficial de marcas como Puma, Yamaha, Fittipaldi e outras. Os meninos saíram da garagem e se mudaram para a Asa Norte. Mais tarde, foram para a Asa Sul. De lá, saíram três pilotos da Fórmula 1. Além de Alex, o tricampeão Nelson Piquet, que também correu no Patinho Feio, e Roberto Pupo Moreno.

O sonho se manteve até meados de 1974. “Deixamos um legado. Uma lição de empreendedorismo. Saímos do nada, sem dinheiro. E o sonho chegou aonde chegou. Se você imaginar, acreditar no sonho, estudar e trabalhar pra valer, tem tudo para dar certo. Em qualquer ramo”, afirma Jean. “A Camber, como pessoa jurídica, durou sete anos. Mas o espírito da Camber continua vivo. O espírito é eterno”, declara Alex. “A Camber não era uma empresa, mas um estado de espírito”, completa o primeiro.

Inclinação de projeto
O nome faz referência à inclinação das rodas de um veículo em relação ao motor. O topo do pneu deve estar mais afastado do chassi que a base, para evitar deformidades na base. Fora do valor de projeto do veículo, além do desgaste da borracha, pode causar instabilidade. Ao contrário do que se imagina, é muito difícil tirar o camber da medida de fábrica.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

MARK I RESTAURADO

O MARK I acidentado na última corrida de Petrópolis, na Rua Floriano Peixoto, pilotado por Carol Figueiredo, provocando toda confusão que culminou com o atropelamento e morte de Cacaio, se encontra em fase final de restauração









quinta-feira, 3 de julho de 2014

FORMULA E DA RENAULT

Colaboração do amigo Antonio "Carlinhos Pepé" Marques.




Renault patrocina principal escuderia da F-E

  • Há um ano a Renault foi anunciada como parceira técnica da Formula E, o inédito campeonato de monopostos 100% elétricos.
  • Hoje o compromisso da Renault torna-se maior ao anunciar que será a patrocinadora principal da equipe e.dams-Renault, comandada por Alain Prost, embaixador da marca Renault, e Jean-Paul Driot.
  • Com essa parceria, a Renault adere plenamente a uma categoria completamente inovadora.
  • Esse novo desafio também demonstra o compromisso da Renault em valorizar sua experiência em competições automobilísticas e em veículos elétricos.
  • A equipe e-dams-Renault anuncia oficialmente o nome dos seus dois pilotos para a temporada 2014-2015: Nicolas Prost e Sébastien Buemi.

Imagem
No ano passado, a Renault, pioneira em veículos elétricos e especialista no automobilismo de competição desde sua fundação, tornou-se uma parceira técnica oficial do Campeonato FIA de Fórmula E. Antes mesmo do primeiro Grande Prêmio da categoria, que vai acontecer em setembro, em Pequim, a montadora dá um novo passo nessa nova disciplina ao anunciar seu apoio para a equipe e.dams-Renault.
A Renault torna-se hoje a patrocinadora master da equipe de propriedade de Jean-Paul Driot e Alain Prost, o tetra Campeão Mundial de Fórmula 1 e embaixador da marca Renault. Esse envolvimento com a equipe francesa Renault permitirá maximizar o impacto e a promoção do campeonato devido ao aumento da visibilidade. O nome do fabricante aparecerá na carroceria dos carros, no macacão e no capacete dos pilotos. Além disso, muitas ações de comunicação e marketing também marcarão a primeira temporada de um campeonato que promete ser particularmente atraente. Na verdade, trata-se de uma categoria totalmente nova e um verdadeiro espetáculo, que estará disponível para os fãs de automobilismo com um novo formato: uma jornada de novas tecnologias, muitos eventos para os espectadores e corridas que acontecerão no centro das maiores cidades do mundo. 
Patrice Ratti, presidente da Renault Sport, destaca que "a parceria com a equipe e.dams-Renault permitirá à Renault Sport reforçar sua presença no centro do campeonato de Fórmula E. Trata-se de uma experiência inédita, que escreve uma nova página no automobilismo esportivo, algo que nos deixa orgulhosos de participar desse novo desafio na qualidade de pioneiros. Alan e Jean-Paul, cujos currículos e experiência nós conhecemos muito bem, formam uma parceria fundamental com a e.dams-Renault, para a nossa participação e desenvolvimento na Fórmula E.
Também estamos plenamente satisfeitos com o trabalho que a Spark desenvolveu com o monoposto Spark-Renault, carro que equipará todas as equipes na primeira temporada da categoria. Nós continuaremos a dar toda assistência à Spark para garantir o melhor suporte técnico à disposição das escuderias."

Alain Prost, coproprietário da e.dams-Renault  e embaixador da marca Renault, destacou :"Jean-Paul Driot e eu estamos orgulhosos de nossa associação com a Renault nessa nova aventura esportiva. A escolha da Renault como nossa principal parceira foi algo natural para a e.dams, tanto pelo histórico excepcional da marca no automobilismo esportivo quanto por seu conhecimento único em veículos elétricos. Pessoalmente, estou particularmente entusiasmado com a ideia de colaborar mais uma vez com a Renault em um grande projeto esportivo e ambicioso e em escrever uma nova página em nossa história comum.
Estou plenamente confiante no sucesso do nosso projeto e estamos nos preparando ativamente para o início da temporada. O teste em Donington Park esta semana é a próxima etapa de nossa preparação, que prossegue com muito trabalho para garantir que tudo esteja em ordem para a primeira corrida, o GP em Pequim, dia 13 de setembro. Trata-se de um desafio considerável, pois estamos falando de um campeonato completamente novo em termos de tecnologia dos carros com o mesmo formato de corrida Em outras palavras, muita emoçâo à vista!"

A nova equipe e.dams-Renault anuncia hoje seus dois pilotos : Nicolas Prost e Sébastien Buemi, nomes bem conhecidosdos paddocks da Fórmula 1 e Endurance, que terão o privilégio de ocupar o cockpit dos novos monopostos 100% elétricos, no dia 13 de setembro, em Pequim.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

FORMULA E

Recebi do meu amigo Antonio Carlos "Pepé" Marques, editor do Diário de Petrópolis On Line, esta bela matéria que repasso com prazer aos amigos.


Formula E: Primeiros monopostos elétricos entregues às equipes

Os preparativos para o Campeonato FIA de Formula E, que começa dia 13 de setembro nos arredores de Pequim, na China, estão cada vez mais intensos. Após uma série de testes de desenvolvimento em vários circuitos durante o mês de janeiro foi possível aprovar a arquitetura, verificar o bom funcionamento de todos os elementos do veículo e determinar o acerto básico dos carros das 10 equipes inscritas no certame, que já receberam suas primeiras unidades. A entrega dos inéditos monopostos elétricos Spark-Renault SRT_01E aconteceu no dia 15 de maio, no autódromo inglês de Donington Park, uma demonstração clara que a Spark Racing e a Renault estão em dia com um cronograma complexo.
Patrice Ratti (Diretor Geral da Renault Sport Technologies): “Estamos orgulhosos de compartilhar com a Spark a entrega dos primeiros dez carros Spark-Renault para as equipes da Fórmula E. Não é pouca coisa: estamos falando do primeiro monoposto 100% elétrico do mundo a oferecer desempenho de alto nível e fabricado em pequena série. Isto demonstra mais uma vez a paixão que motiva a experiente equipe da Renault Sport e seu excelente domínio em novas tecnologias de tração elétrica.”
Frédéric Vasseur (Presidente da Spark Racing Technologies): “O desenvolvimento, acerto e a fabricação de um carro de competição tão inovador quanto o Spark-Renault SRT_01E em um prazo tão curto foi um desafio que nos orgulhamos de ter superado. A cooperação entre diferentes fornecedores aconteceu sem problemas e o apoio da Renault Sport foi decisivo para desenvolver um carro confiável, seguro e eficiente. Estamos orgulhosos de colher os frutos desta parceria com a Renault.”
Alain Prost, co-diretor da equipe francesa E-Dams e também embaixador Renault, esteve presente na solenidade de entrega dos carros no circuito de Donington.
Na ocasião a Renault entregou a Alejandro Agag, Presidente e Diretor Geral da Formula E Holdings, a chave de um Renault ZOE, que será seu carro de uso pessoal. Com ele, Agag poderá comprovar os pontos fortes de um veículo de emissão zero: ausência de ruídos, retomada em baixa velocidade e prazer de condução, além de fazer parte de 98% de clientes satisfeitos com seu Renault Z.E.

sábado, 17 de maio de 2014

O FABRICANTE DE SONHOS I

o grande Fernando Lapagesse, futuro Prefeito de Saquarema, convida para esta beleza de exposição que realizará naquela bela cidade. Não deixem de ir, tenho certeza que será um evento inesquecível.


domingo, 29 de dezembro de 2013

O FABRICANTE DE SONHOS



Fernando Lapagesse Alves Corrêa, montou sua Fábrica de Sonhos em Saquarema, RJ, onde constrói réplicas fantásticas e restaura alguns carros maravilhosos. Parabéns Fernando, homens como vc ajudam a manter viva a história do automobilismo.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O MISTÉRIO DOS KG

É sabido que vieram 3 KG Dacon para o RJ. Um 2000 para o Aylton Varanda, um 1600 para o Jiquica Varanda e outro 2000 para o Sérgio Cardoso.
Vamos acompanhar: O do Sergio Cardoso se acidentou em Interlagos e parece que não foi recuperdo, com a palavra o Sidney Cardoso.


O KG do Jiquica se encontra restaurado no Museu de Passo Fundo, do Paulo Trevisan, foi inicialmente comprado pelo Paulo Scalli, que o vendeu para o João Rocha Lagoa, que o vendeu para o Vicente “Muca”, que o vendeu ao Paulo Lomba, que vendeu para o Paulo Trevisan. (segundo o Vicente).

KG do Jiquica Varanda.

Quanto ao KG do Aylton Varanda, recebi a seguinte história do Zé Varanda Bastos:

"Pedro desculpa a demora em responder seu email sobre KG DACON 2 Lts que pertenceu ao Tio Ayton Varanda.
  Fui incumbido pelo meu avô José Varanda para retirar umas quinquilharias que pertencia a ele, sobra do saudoso Hotel Majestic hoje praça 14 Bis,  pois a Prefeitura de Petrópolis tinha desapropriado. (que até hoje não pagou) Chegando lá, só tralhas velhas , lustres enormes de cristal, camas, cômodas geladeiras e outras M.  Lá no canto, apoiado diretamente ao chão sem rodas, motor e cambio, coberto de poeira o KG Dacon pintado em branco e vermelho, da mesma forma como tinha abandonado as pistas. No mesmo instante veio a vontade de pedir ao Ayton que estava morando em Brasília e trabalhando com o Carlinhos Bravo, a posse daquela maquina , a noite liguei para ele, que me respondeu com um engasgo, senti que tinha mexido no passado , mais com uma respiração profunda respondeu, pode ficar para você.
 Aí, no dia seguinte, volto ao Majestic para retirar meu premio, pois já tinha retirado as coisas que meu avô tinha guardado. Levei para a empresa de meu pai (Transportadora Rio Bras, comentário meu) e mandei dar uma lavada para saber por onde começar. Tinha muito serviço na carroceria, a fibra era boa mais tinha consertos mal feitos, recuperamos toda a fibra antes de tirar do chassi , raspando toda a pintura para iniciar uma nova pintura que já estava definida, voltar ao azul da Equipe Dacon .
Colocamos a mecânica Volks com um motor 2.000 que preparei na extinta Retifica Leal com as dicas do Zé Roque , comando , carburação, carter seco , mandei fazer as rodas das mesma medidas das usadas anteriormente com os mesmo pneus Pirelli, o carro ficou idêntico ao dos Fittipaldi , era muito rápido para andar na rua, não tinha freio.  Quando Passarinho (ex.mecânico do Ayton) viu o carro andando começou a perturbar para comprar e assim passados uns dois anos , andava pouco no carro, um dia acabei vendendo ao Passarinho que deu uma batida que não lembro muito bem mais acho que foi na Av. Brasil e não mais soube o final do meu KG. Fico muito triste em lembrar que esta jóia esteve nas minha mãos, não consigo lembrar o ano que tudo aconteceu mais vou mexer em papeis velhos para ver o ano que transferi acho que 1975 ou 1976".




Abraços

José Varanda Bastos
 
Segundo o Passarinho, ele não bateu o KG, apenas saiu o capô na AV. Brasil, em seguida, vendeu-o para o Paulo "Pace" Carneiro Mello, que por sua vez o trocou num Dodge Dart de competição com outro Paulo, o "Difunto", ex Piloto de Testes da FNM, que infelizmente já nos deixou. Esse carro esteve durante longo tempo no Galpão da EMEWÊ, do José Luiz Milosky, pintado de azul como originalmente.
Fui informado que teria sido comprado pelo Custódio, que corria de Passat preparado pelo Zé Milosky, mas não sei se é verdade.
Quem puder acrescentar mais alguma informação, será muito bem vindo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

AUTÓDROMO DE GOIANIA

RECEBI DA CBA E REPASSO COM SATISFAÇÃO, LAMENTANDO QUE NO RIO ACONTEÇA O INVERSO!!!




Governo do Estado de Goiás anuncia reforma do Autódromo Internacional de Goiânia
CBA e FAUGO trabalharam para concretizar a reforma do autódromo de Goiânia
O Autódromo Internacional de Goiânia passará por uma grande reforma para diversas melhorias a partir da próxima semana. Após vários estudos e projetos financiados pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), foi apresentado ao Governo do Estado de Goiás um projeto de revitalização da única praça destinada à prática do esporte a motor em todo o estado.

Foram realizados exames laboratoriais sobre o piso e os materiais encontrados no local para estabelecer o tipo de asfalto que será utilizado, bem como toda a parte de segurança, que envolve zebras, áreas de escape e guair-rails. Todos os itens respeitarão as normas da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

"Trabalhamos durante 12 anos e hoje com o projeto da CBA e a pareceria da Agência Goiânia de Transporte e Obras do Governo do Estado de Goiás - Marconi Perillo - conseguimos viabilizar a reforma ideal para o autódromo que já foi um expoente do automobilismo brasileiro", lembra o presidente da Federação Goiânia de Automobilismo (FAUGO), José Ney Lins Rocha.

A abertura da negociação foi iniciada pelo diretor da Agência Goiânia de Transportes e Obras (AGETOP) Jaime Eduardo Rincon, que solicitou a CBA um projeto para o circuito, totalmente financiado pela entidade do automobilismo. Imediatamente o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, enviou o responsável pela Comissão Nacional de Circuitos, Jhonny Bonilla, acompanhando do engenheiro Jorge Augusto Pereira Ceratti, professor da Universidade do Rio Grande do Sul, para a preparação do projeto. "Vamos ganhar de volta um grande espaço para o esporte a motor. O Autódromo Internacional de Goiânia é uma referência para o esporte no Brasil. Agradecemos a confiança do Governo de Goiás na CBA e garantimos que ele voltará a ter todos os eventos dos campeonatos brasileiros", declarou Cleyton Pinteiro.

Com o projeto esportivo pronto a, AGETOP assumiu a reforma de toda a área de 840 mil metros quadrados, com custo previsto de R$ 27,3 milhões, incluindo estacionamentos dentro e fora do autódromo, nova torre de controle e 22 novos boxes nos padrões e tamanhos sugeridos pela FIA. "Depois de quase 40 anos, estamos fazendo uma readequação e modernização para o espaço do Autódromo Internacional de Goiânia. Teremos parques com um projeto paisagístico e todo iluminado com arenas para esportes de várias modalidades, desde os mais radicais até o simples exercício físico para manter-se a vida saudável", conta Jaime Eduardo Rincon, que também é responsável pela Agência Goiânia de Comunicação.

As máquinas escavadeiras e especializadas em retirar o asfalto antigo já corroído pelos anos de existência já estão posicionadas no autódromo e devem entrar em ação nessa próxima semana para o circuito de 3.820 metros de extensão. A inauguração está marcada para abril de 2014.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

SEGURO DE CARRO REBAIXADO



Um pouco sobre a evolução do automóvel


Desde suas origens até nossos dias, o automóvel tem passado por várias transformações. O desenho, o combustível, a forma de fabricação, tudo foi mudando conforme o avanço da tecnologia e das preferências da época. No início, no final do século XIX, foram vistos como uma curiosidade pela maioria das pessoas, mas logo quando começou o século seguinte sua verdadeira utilidade foi descoberta. Com o aperfeiçoamento da sua fabricação que permitiu uma maior velocidade e uma produção maciça, o carro passou a ser um protagonista indiscutível nos últimos 100 anos.

A história se remonta aos primeiros veículos auto propulsados a vapor do século XVIII. Só em 1885 foi criado o primeiro automóvel com motor de combustão interna a base de gasolina. No final do século XIX foram feitos vários protótipos, mas seria só no século XX que seria visto pela sociedade inteira como algo muito útil. Foi a partir de 1908, com a produção em série da Ford que os caros se tornam um bem de consumo popular. Esta forma de produzir significou fabricar uma quantidade antes inimaginável de automóveis, o que permitiu que chegasse a amplos setores sociais. Empresas complementares começam a surgir, como as concessionárias ou a seguradoras de carros.

Muitos modelos foram marcando inovações. O primeiro modelo feito em série, que iniciou uma nova era na história do transporte, foi o mundialmente famoso Ford T, fabricado desde 1908 até 1927. Em 1909, a empresa francesa De Dion-Bouton fabrica pela primeira vez em série o motor de oito cilindros em V. Em 1911, a General Motors Truck Company fabrica os primeiros veículos industriais. A Chrysler entra formalmente no mercado em 1924 e no final dessa década, o Imperial chega a uma velocidade de 138 km/h, altíssima para a época.

É notório como desde aqueles carros até os nossos o tamanho foi se reduzindo aos poucos. Além das formas serem pouco mais arredondadas. Na chamada época moderna dos automóveis, a partir da década de 1960 aproximadamente, a estética já muda bastante. Esta época é caraterizada pelo desenvolvimento de motores mais seguros e eficientes e também menos poluentes. Um dos automóveis típicos desta época, que constam em registros de várias seguradoras de automóveis , é o Toyota Corolla.

Na virada do século XXI, um novo conceito em matéria de motores tem estado muito na moda: o de motores híbridos. Com os problemas da contaminação e seus perigos para o meio ambiente, este tipo de motores são cada vez mais levados a sério. As formas também são uma marca distintiva destes tempos recentes. Os desenhos são de uma nova geração, dão a impressão de ser mais futuristas. O desafio das empresas fabricantes será continuar inovando na produção de modelos para o perfil do motorista dos novos tempos.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

SEGURO DE CARRO REBAIXADO


Se você está pensando em rebaixar o seu carro e está preocupado com o seu seguro deve prestar bastante atenção, pois este é um assunto bastante polemico. Mas o que significa ter um carro rebaixado? Pois bem, é um estilo de personalização automotiva, e na verdade, para quem forma parte destas tribos urbanas, é um estilo de vida. Esta prática consiste em diminuir a altura original do veículo em relação ao solo até certo limite deixando qualquer carro com um visual muito mais esportivo.

É muito frequente que as companhias seguradoras não queiram segurar um carro rebaixado. Mas por quê? Então, desde o ponto de vista das seguradoras, qualquer modificação realizada no seu veiculo pode aumentar o risco de sinistro ou roubo. Por exemplo, quem coloca kit turbo, rodas, som ou bem, rebaixa o carro com a finalidade de que esteja mais esportivo está se prejudicando no momento de contratar uma cobertura.

Com certeza, você estará pensando que não é lógico, já que aquelas pessoas que investem tanto tempo e dinheiro no seu veiculo cuidam muito mais deles. Porque não estacionam o seu automóvel em qualquer lugar, porque circulam com mais cuidado, enfim, porque tratam diferenciadamente este bem tão especial. Contudo, as companhias seguradoras não pensam como você e estabelecem os seus próprios critérios.

Neste contexto não adianta tentar enganar as companhias rebaixando o seu carro depois de contratar a sua cobertura porque com certeza elas são mais espertas do que você. Desta maneira elas se protegem colocando cláusulas nas apólices que afirmam que só cobrirão o valor do carro se este estiver exatamente conforme a vistoria.

Assim, se você sente que estará desprotegido pode levar em conta algumas das seguintes dicas que sem dúvidas serão de grande utilidade. É importante que você procure uma companhia seguradora que ofereça serviços de cobertura para veículos modificados. E mais importante ainda é que seja sincero e explique a verdadeira situação do seu carro para evitar prejuízos posteriores.Outra boa opção é que escolha alguma cooperativa confiável para segurar o seu carro porque de maneira geral elas cobrem o seu carro e não pesa tanto no bolso.

Enfim, nunca deixe o seu carro desprotegido porque você sabe quais são as conseqüências de andar pela rua sem nenhuma cobertura. Desfrute de seu carro rebaixado com segurança e tranquilidade.


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domingo, 1 de setembro de 2013

NOVA OBRA DE ARTE BY CINTRA

Nelson Cintra terminando mais uma obra de arte, desta vez um Renaut Dauphine 1962, conseguindo inclusive preserva as etiquetas orignais da carroceria. Parabéns novamente amigo Cintra.





segunda-feira, 1 de julho de 2013

CIRCUTO DE PETRÓPOLIS

Recebi do Pedro Henrique Souza, neto do saudoso amigo Paulo de Souza, algumas fotos das provas de 1966 e 19667. Minhas homenagens ao querido e saudoso amigo Paulo de Souza.

Paulinho de Souza, DKW #73 perswguido pelo JK #74 de José Américo Veloso, na curva da Av. 15 com 7 de Setembro. (Av. Do Imperador com Av. da Imperatriz).1967

Paulinho de Souza, DKW #11 (1966) na Av. 15.

Fuad Abi Daud DKW #10 na curva da Catedral.

Fuad Abi Daud DKW #10 na saida da curva da Catedral.

Paulinho DKW #11 e sua "briga" com Zé Veloso JK #74, na curva da Catedral.

Novamente a "briga" na curva da Catedral.


Resultado da "briga", totó de Zé Veloso e Paulinho no barranco na saída da curva da Av. Ipiranga com Rua João pessoa. rs

E para finalizar, o meu querido e saudoso amigo Paulo de Souza orgulhoso no seu DKV.
Saudades amigo Paulinho "Bundão", apelido que só os amigos mais chegados podiam brincar com ele sem que se incomodasse.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

PETRÓPOLIS

MINHA QUERIDA PETRÓPOLIS. ATÉ PROTESTANDO                                    É LINDA!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

TENHO ORGULHO DE SER BRASILEIRO

Minha querida Petrópolis deu um verdadeiro show de civismo e patriotismo.
Uma passeata sem vandalismo, ordeira, e o que é melhor, sem estas malfadadas bandeiras vermelhas. Bandeiras só do Brasil.



PARABÉNS PETRÓPOLIS!

PARABÉNS BRASIL!

terça-feira, 18 de junho de 2013

GRANDE JOCA

Amigos recebi hoje a tarde esta verdadeira obra de arte, de autoria do meu irmão Joaquim Lopes Filho, o grande Mestre Joca. Estou me deliciando. Um livro excelente mas em vista do autor não poderia ser diferente. Não percam. Este é para a história. 

Joca, meu irmão, meus parabéns e muito obrigado. 

sábado, 15 de junho de 2013

RELÍQUIA

Fernando Antonio Rinaldi
XI CIRCUITO CIDADE DE PETRÓPOLIS – 1968. 21 de julho de 1968

No próximo dia 21 será realizada mais uma prova do Circuito Automobilístico da Cidade de Petrópolis, desta feita, depois de anos de realização, foi incluída oficialmente no calendário do Campeonato Brasileiro de Automobilismo, denominada “TRES HORAS DE PETRÓPOLIS”.

Traçado oficial do circuito: largada na av. XV de Novembro (lado par), praça D. Pedro II (atual praça dos expedicionários), av. VII de setembro (em frente ao museu Imperial), av. Tiradentes (passando em frente a Catedral), praça Princesa Isabel (contornando-a e entrando à direita para a av. Ipiranga), av. Ipiranga, rua Alberto Torres, rua Mal. Floriano Peixoto e, novamente av. XV de Novembro, ficando os boxes, palanque oficial e serviços baseados onde é a atual praça da Inconfidência (em frente a atual estação rodoviária).


(Foi invertido,provocando acidentes graves)



VOLANTES DE TODOS OS ESTADOS NO XI CIRCUITO AUTOMOBILÍSTICO CIDADE DE PETRÓPOLIS.
*A competição terá uma prova de estreantes em homenagem ao “Guarda Rodoviário” e uma prova oficial denominada “Três horas de Petrópolis”, válida para o campeonato brasileiro na contagem de pontos, sendo a corrida da cidade a terceira prova nacional do certame.
Espera-se excelente realização deste importante evento, onde estarão reunidos volantes de todos os Estados brasileiros.
- Transmissão da corrida, via rádio para todo o Brasil.

Inscritos para a prova oficial TRÊS HORAS DE PETRÓPOLIS:
Alfredo Basile 32 
Aloisio Renato Kreischer 61 Alfa Giulia GTA 
Amarílio Gastal 27 Interlagos 
Amaury Mesquita 9 Alfa Giulia Zagatto 
André Gustavo 42 Interlagos 
Anthony Nassif Kuiraid Farah estreante 33 DKW 
Antonio Lima estreante 62 VW 
Araken Gomes 40 DKW 
Bird Clemente 46 Mark I Willys
Bob Sharp 40 DKW 
Camilo Cristófaro Chevrolet Carreteira
Carlo Alexandre Silveira estreante 71 DKW 
Carlos Arthur Silva estreante 61 DKW 
Carlos Barbosa 5 VW 1600 
Carlos Freitas Lima estreante 177 Mini Cooper 
Carlos Jordan 46 1093 
Carlos Saloski estreante 73 
Carlos Salvini estreante 
Carol Figueiredo 21 Mark I Willys
Cesar Drumond estreante 10 Gordini 
Claudio Gomes 89 
Emerson Maluf 22 Mark I Willys
Emílio Zambello 23 Alfa Giulia GTA 
Enio Garcia VW Protótipo Camber
Erwin Keuper estreante 123 VW 
Fausto B. Paoli 14 1093 
Fernando Calmon estreante 7 VW 
Fernando Cícero estreante 16 VW 
Fernando Lima estreante 63 VW 
Fernando Pereira 49 1093 Protótipo CBA
Francisco (Chico) Landi 2 BMW 
Francisco Carneiro 23 Alfa Giulia GTA 
Francisco Santos 74 Simca 
Gerson Barbosa 5 VW 1600 
Gilberto Honório da Silva estreante 38 Simca 
Giovanni Bianchi 10 DKW Malzoni 
Heitor Peixoto de Castro 39 Interlagos 
Hélio Mazza 75 Protótipo Alfa 
Hélvio Zanatta 76 Alfa Giulia 
Henrique Tornaghi Filho estreante 85 DKW 
J. Porto Filho (Totó Porto) 22 Mark I Willys
Jaime Silva 81 Protótipo FNM 
Jan Balder 3 BMW 
João Aguiar 89 
João Ribas 67 1093 
João Varanda Filho 7 Porsche 
Jorge 75 Protótipo Alfa 
Jorge Freitas 82 
José Amaral 74 1093 
José Américo Veloso Filho 76 Alfa Giulia 
José Barbosa 14 1093 
José Bravo estreante 76 
José Caldas estreante 64 DKW 
José Carlos Fernandes 7 DKW 
José Carlos Pace 47 Bino Mark II Willys
José Olavo Filho 7 DKW 
José Silonzo 69 VW 
Lair Carvalho 49 1093 Protótipo CBA
Lian de Abreu Duarte 21 Mark I Willys
Lucílio Reis estreante 85 VW 
Luiz Aguiar 72 Interlagos 
Luiz Eduardo Lima estreante 74 VW 
Luiz Felipe Gama Cruz 27 Interlagos 
Luiz Fernando Terra Smith Mark I Willys
Luiz Pereira Bueno 47 Bino Mark II Willys
Marcio 74 Simca 
Mario Olivetti 65 Alfa Giulia GTA 
Marivaldo Fernandes Fitti-Porsche 
Martins Jarjur Carneiro Alfa Giulia 
Maurício Chulan Neto 39 Interlagos 
Nelson Barbosa 5 VW 1600 
Nelson Cintra Filho 92 1093 
Nelson Silva estreante 111 Simca 
Nelson Weiss 4 Interlagos 
Norman Casari Alfa Giulia 
Paulo Cesar França estreante 333 1093 
Paulo Cesar Lopes 42 Interlagos 
Paulo de Faro 32 
Paulo Fabiano 67 1093 
Paulo Palermo estreante 64 VW 
Paulo Reis 69 VW 
Pedro Vitor Delamare 3 BMW 
Piero Gancia Alfa Giulia GTA 
Rabello 34 Interlagos 
Renato Peixoto 65 Alfa Giulia GTA 
Ronaldo 34 Interlagos 
Rui Bessa estreante 92 1093 
Samuel Gomes Dunley 8 DKW 
Sérgio Cardoso 13 Alfa Giulia Protótipo Alfa II
Sérgio Salazar estreante 11 VW 
Sergio Tandler 82 
Sidney Cardoso 13 Alfa Giulia Protótipo Alfa II
Toninho VW Protótipo Camber
Ubaldo Lolli 2 BMW 
Ugo Gallina 81 Protótipo FNM 
Willian Cintra Filho 92 1093 
Wilson Fittipaldi Jr. Fitti-Porsche 
Wilson Marques Ferreira 9 Alfa Giulia Zagatto 
Zoroasto Avon Simca 

ACIDENTE GRAVE NO TREINO DE CLASSIFICAÇÃO.
O carro nº 13 de Sérgio Cardoso, jovem piloto carioca de 22 anos, realizava reconhecimento da pista quando ainda antes de completar a sua 1ª volta, perdeu o controle de sua Alfa Giulia, numa curva aparentemente inocente, mas que em velocidade, se torna muito perigosa, indo bater em um poste no final do trecho da rua Mal. Floriano Peixoto, vindo a capotar espetacularmente.
Gravemente ferido e em estado desesperador, foi atendido e levado pela equipe médica ao PS, já clínicamente morto.

- Na curva da matriz, contornando a pça. Princesa Isabel em frente a Catedral, o volante Aloísio Kreischer (61), derrapou e bateu contra o muro, destruindo seu carro com conseqüências físicas na face, antebraço e escoriações generalizadas.

ACIDENTES IMPEDIRAM A CONCLUSÃO DO XI CIRCUITO.
*Povo compareceu em massa – Volantes e máquinas de categoria – Sérgio Cardoso faleceu – O final do circuito.

*A cidade viveu os últimos dias sob a emoção violenta causada pelos acidentes durante os treinos e na prova do XI Circuito Automobilístico Cidade de Petrópolis.

1ª prova: Realizada em 15 voltas para os estreantes, vencida pelo piloto José Bravo com o carro nº 76.
2ª prova: TRÊS HORAS DE PETRÓPOLIS.
A largada fez o público vibrar com o roncar dos motores e já se constatando a grande velocidade imposta pelos concorrentes, até que na 2ª volta, na rua Floriano Peixoto o carro nº 21 de Carol Figueiredo derrapou e capotou, indo bater em um poste onde acabou incendiado e o piloto gravemente ferido.
Alguns instantes depois, quando o carro do Corpo de Bombeiros deixava seu posto (uma posição estratégica perto da área dos boxes, saiu para atender o acidente, o “bandeira” Joaquim Carlos Telles de Mattos Filho, o Cacaio, que tentando de alguma forma socorrer Carol Figueiredo, avisando os pilotos que vinham atrás, foi colhido violentamente pelo Mark II nº 47 de Luiz Pereira Bueno sendo atendido imediatamente e levado ao PS em estado grave.
A confusão gerada pelo acidente e pelas bandeiras amarelas e ainda pela invasão dos membros das equipes e do público foi a causa principal da suspensão da prova pelo delegado Péricles Gonçalves (11ª delegacia da região policial) temendo novos e graves acidentes, distribuindo nota à Imprensa; porém ficando na dependência oficial de decisão da Comissão Técnica da Federação Brasileira de Automobilismo, que mais tarde a acatou.
A morte do piloto Sérgio Cardoso foi confirmada na manhã de domingo, 21 de julho. 

Os atendimentos registrados oficialmente provocados pelos acidentes na disputa do circuito; Sérgio Cardoso, 22 anos..., Carol Figueiredo, 27 anos..., Joaquim Carlos Telles de Mattos Filho, 24 anos...
(relatório das intervenções cirúrgicas e atendimento... conduto do serviço médico...).

VALIOSA CONTRIBUIÇÃO A PETRÓPOLIS.
*O Pronto Socorro do Hospital Sta. Tereza ganha da Ford-Willys após os lamentáveis acidentes ocorridos no desenrolar do XI circuito Automobilístico cidade de Petrópolis. A eficiência dos serviços efetuados pela equipe médica fez a equipe Ford-Willys por intermédio do Sr. Luiz Antonio Grecco, chefe da divisão de competições da fábrica, reconhecer a doação de equipamentos como gerador de energia.

As lamentáveis ocorrências verificadas no XI Circuito Automobilístico Cidade de Petrópolis, deram por encerradas as competições automobilísticas na cidade.
“Não culpemos a mudança do trajeto, carros mais velozes, ruas e avenidas, pista impraticáveis... a impaciência e coragem dos assistentes invadindo a pista, não serão as causas... acidentes fatais acontecem em competições dessa natureza na Itália, Alemanha e Estados Unidos”.