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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

CORRIDAS DE CARRINHOS DE ROLIMAN



A atração pela velocidade se manifesta desde cedo. Seja através dos carrinhos de pedal, das bicicletas e até nos carrinhos de roliman.
A vontade de competir, inibida pela falta de grana e pela pouca idade levou muita gente a se arriscar participando de corridas de carrinhos de roliman, que nós realizávamos na Serra Terezópolis/Petrópolis.
Chegamos a ser convidados para realizar uma delas no Parque Nacional em Terezópolis.
Era uma diversão sadia, gostosa, que fazia a confratenização de muitos jovens.

Largada "disputadìssima" no Parque Nacional de Terezópolis.
 Abelardo "Belão" Gonçalves fazendo ajustes no seu "Bólido".

O "Bólido" do "Belão".

Retorno para nova Largada à bordo do DODGE UTILITY do Carlos Alexandre "Xandi" Silveira.

Curvão no Parque.


Está chegando a hora.

Adrenalina em alta, rs.



E assim amenizávamos a nossa paixão pela velocidade, com esses carrinhos, que segundo o velocímetro do MALZONI do Giovani Bianchi, chegavam até a 60 Km/hora.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

HÉLIO MÁZZA - MISSA II

Caro Pedro


Não te enviei a foto ontem devido ter tido problema com o computador.

Fui ontem, 19 de janeiro, na missa de um mês de nosso saudoso amigo Hélio Mazza.

Entre parentes e amigos dele, estiveram presentes algumas pessoas ligadas ao automobilismo como o empresário do Rubens Barrichelo na Fórmula 3, não o conhecia, quem me mostrou e falou quem era foi o amigo Amauri Mesquita que conhece muita gente.



Fui em companhia do piloto e amigo Vicente domingues. Chegando lá, nessa hora triste, para compensar tive o prazer de reencontrar alguns amigos como o piloto Amauri Mesquita, o jornalista André Queiróz, os pilotos Ricardo Achcar, "Dr. Jivago", Heitor Peixoto de Castro e seu amigo Ronaldo que sempre foi muito amigo do Heitor e sempre viajava conosco nas corridas e reencontrei também Gil Batista que tinha uma agência de automóveis na Avenida Atlântica. Lembra?



Estou te enviando a foto. Infelizmente não deu para sair nela o Ricardo Achcar, "Dr. Jivago" e André Queiróz, visto que tão logo acabou a missa e estávamos conversando caiu um raio bem próximo, com forte estrondo, acompanhado de uma forte tempestade, com isso esses três sairam logo com receio de ficarem presos no engarrafamento que a tempestade iria causar. Fizeram bem, nós que ficamos mais tempo conversando pegamos um enorme engarrafamento até chegar em casa, mas valeu pela satisfação de rever amigos tão queridos e poder colocar o papo em dia.

Abração,

Sidney Cardoso

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O FABULOSO SPEED DAY

Pra que eu ficasse com mais água na boca, o Toni Seabra me mandou umas fotos e falou comigo durante duas horas e meia por telefone, me contando as aventuras vividas pelo grupo que foi ao Sul.
Totalmente embevecido, me fala da cordialidade reinante no grupo, e da afabilidade com que foram recebidos pelos gaúchos, capitaniados pelo Paulo Trevisan. Todo mundo sabe da formidável iniciativa do Trevisan, criando o Museu do Automobilismo Brasileiro em Paço Fundo, permitindo que os mais novos aficcionados desse esporte, possam conhecer os carros que emocionaram a nós, os "véio" intusiastas.
Enquanto ainda se encontrava lá, me telefonou, não resistindo à ansia de contar o quanto estava sendo maravilhoso o passeio. Na oportunidade, colocou na linha dois caras que gosto e respeito muito, o Jan Balder e o Mestre Joca, de quem pude matar um pouquinho da saudade. Esse passeio deve ser feito por todos os, que como eu, somos apaixonados por carros de corrida. Embora ainda não o tenha realizado, pretendo faze-lo, logo que possa, mesmo que não seja para pilotar essas máquinas com as quais sonhei várias vezes, enquanto me contentava correndo de FUSCA e de OPALA. Vê-las de pereto, tocá-las, ouvi-las roncando já deve levar qualquer apaixonado às proximidades do extase, que dizer da oportunidade que tiveram ao pilota-las?

KG Dacon, quanta saudade.
 
O mesmo KG, quando pertencia a João Varanda Filho, o "Jiquica". Quanta história.

Aqui vemos o Antonio Seabra, realizando um sonho a bordo do Espron.
Trevisan Graeff e cia, vocês sim, são os caras.
Parabéns a todos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

HÉLIO MÁZZA- MISSA

Amigos, a missa de 1 mês de falacimento do Hélio Mázza será amanhã, 19/01, às 19:hs, na Igreja da Ressureição, localizada na Rua Francisco Otaviano Nº99  no Arpoador.
Aos familiares e amigos os nossos sentimentos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SÃO SÃO PAULO OU SIMPLESMENTE SAMPA.

Acabo de ler no blog Entrada Franca, http://entradafranca.wordpress.com/2010/01/14/o-rio-que-eu-vi-pela-primeira-vez/#comment-8, uma bela história de um paulista no Rio, o que me motivou a escrever sobre minhas experiências em São Paulo.
 Na primeira vez que fui a São Paulo, foi para assistir à IX Mil Milhas.
Saímos de Petrópolis, no JK do Carlos Alexandre Silveira, o "Xandi", na Sexta Feira.
Estávamos eu, Xandi, Alemão (mecânico) e o Marcio Dunley.
Chegamos em Sampa tarde da noite, e preocupados com as histórias que os paulistas davam informações erradas, relutávamos em pedir informações de como chegar a Interlagos. Mas como ninguém conhecia São Paulo, tivemos que nos arriscar a ser sacaneados pelos "paulistas mal carater".
Fiz sinal para um Karman Ghia que passava, e um corôa que dirigia o carro, parou, esperou que eu ficasse do seu lado e me olhou com o ar inquisitivo. Perguntei como fazia para chegar a Interlagos, ele fez sinal para que entrássemos no Posto de Gasolina à frente, desceu do carro e veio me explicar.
-"Você dobra à direita no farol, depois à esquerda, segue reto até à AV. Brasil... (se não me engano)
Amigo, nenhum de nós conhece porra nenhuma da São Paulo. Não sabemos quando estamos indo ou voltando, lhe disse.
-"Vocês são cariocas, não é?"
Pronto, fudeu. Eu pensei.
Ele abriu um sorriso simpático quando confirmei e disse:
-"Me segue, vái."
Arrancou com o KG e mandou a bota, e eu colado nele. Daquí a pouco paramos próximo a um dos portões de Interlagos. Ele desceu do KG e nós do JK. Eu apertei sua mão e dei-le um abraço enquanto agradecia e ele comentava:
-"Bonito rrronco tem essa máquina."
Bem, já ví que a história não era bem como se contava. O primeiro paulista que conhecí era um cara legal.
Resolvemos passar a noite alí mesmo, quando chegou uma Vemaguete do Rio Grande do Sul, cheia de tralhas, desceram três gauchos devidamente trajados (piunchados) e vieram conversar conosco.
-"Viemos torcer por Catarino Andreata e Breno Fornari, tchê!"
Truxeram vinho? Perguntei?
-"Não, mas trouxemos uma pinga, tri legal tchê."
Cachaça boa no sul? Perguntei.
-"Bah tchê, experimenta que tu vais ver!"
 Apresentaram um garrafão de 5 litros, colocaram um meio copo de uma pinga claríssima, chegava a se azulada. Fizemos um cachimbo da paz, pois só havia um copo, e o gaúcho informou que não precisávamos fazer cerimonia porque tinham trazido 3 garrafões. A pinga era muito bôa mesmo, e elogiei tanto que me deram um dos garrafões.
Fizemos uma roda, sentamos no chão, e iniciamos um agradável bata papo. Nisso para um Fusca, desce um garotão de Sampa e pergunta se poderia participar da roda. Democráticamente respondemos que sim e ele se achegou. O cara era um sarro, rimos muito com ele, disse que queria aprender umas gírias novas de carioca p´ra tirar sarro nos amigos paulistas. Ensinamos todas que sabíamos, até o sotaque, rs.
 Quando abriram os portões no Sábado éramos os primeiros da fila. Estacionamos o JK numa elevação que existia em frente aos boxes e assistimos num lugar previlegiado.
Um cara estacionou um JK igual ao nosso ao lado, dois caras e duas garotas dentro. À noite outras duas garotas se aproximaram do nosso carro, eu com o banco dá frente reclinado, uma delas enfiou a cabeça dentro do carro e disse-"Oi." Mas que deprssa melevantei e respondi. Oi.
_"Ih, cadê o fulano?", ela estavam confundindo o carro. Falei: Não sei não, nem faço muita questão de saber.rs. Nisso ocara do JK ao lado chamou por elas, elas pediram desculpas e foram falar com os caras.
Um dos caras fez sinal para que eu me aproximasse, reservadamente perguntou meu nome, e chamou uma das meninas.
-"Marcia, esse é o Pedro, um amigo do Rio, apresenta a Lúcia ao amigo dele." Falou piscando o olho pra mim. Agradeci,  ficamos com as meninas, eu eo Marcio Dunley, o Xandi e o Alemão dançaram. rs.
Desse dia em diante soube que os paulistas são iguais a qualquer outro brasileiro. Claro que tem uns babacas, como no Rio também tem, mas a grande maioria é muito legal. Depois conto minha ida ao Templo recentemente.
Sampa, paulistas de todo Brasil, um grande abraço, cada dia mais os admiro.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

MINHA PRIMEIRA CORRIDA

Esta história foi postada no blog do Saloma (http://www.interney.net/blogs/saloma/), e com todo respeito que ele merece, tomo a liberdade de repetir, com algumas correções e outras fotos.
Fins de 1969. Campeonato Carioca de Estreantes e Novatos.

Sexta feira, o Erwin Keuper me pega em casa às 6:00hs da manhã. Sentei no fusquinha vinho,naquela época com o numeral #44, o motor 1600cc, muito bem feito pelo Juca Macedo (Petrópolis), comando Skanderian (assim que se escreve, rs), balanceado estática e dinâmica mente(balanceado na CELMA, retífica de motores de avião), um carburadorzinho 32, fuçado, suspensão dianteira com os "dados" para rebaixamento, cambagem negativa, a trazeira com 4 amortecedores, bem baixinho, um bom "Santo Antonio", banco concha para o piloto, cinto de 4 pontos, rodas originais, pneus "Pirelli Cinturato". O carro era um 66 modelinho, do qual aproveitamos o motor de partida 6 volts. Liguei a chave de contato, o motor de arranque girou muito rápido ao receber os 12 volts do novo sistema. O bichinho roncou forte, embrulhando na lenta, mas subindo rápido de giro.
                                                                       Fusca om o # 44

Encontramos com o Juca, o "Alemão" e o "Betinho", mecânicos e fomos para o autódromo. Começado o treino, após algumas voltas me sinalizaram 2.3", o Erwin sinalizou pra apertar mais e consegui baixar até 2"2  alto. Encerrado o treino, me abraçaram e disseram que estava muito bom, que mais rápido só a GTA do Renato Kreyscher e o MINI-COOPER do Carlos Lima, um único fusca de São Paulo girava em torno de 2" cravados, os demais concorrentes que eles conseguira marcar giravam pouco acima de 2.
Com a classificação oficial na mão, verificamos que não era bem assim.
Satisfeitos, voltamos para Petrópolis, demos uma examinada no bichinho, e fomos descansar.

No sábado, nos treinos classificatórios virei 2"2' cravados, o que me valeu a 7º posição no grid, atrás da GTA, do DKW do Carlos Domingues  do FUSCA  do Ronaldo Rossi, do FUSCA do Julio Lopes, do FUSCA do Jorge Botelho e do FUSCA do Rogério Rocha.
Tudo pronto para minha estreia. Eu estava tranqüilo até a hora da largada. Alinhamos, demos a volta de apresentação e alinhamos para a largada. Quando mostraram a placa de 1 minuto, a adrenalina subiu, sentia o coração batendo em rítimo acelerado, os pés tremian no acelerador e na embreagem, umas gotículas de suor escorriam pelas temporas. Dada a largada, mudou tudo, era só concentração.

A GTA pulou na frente, seguida pelo DKW do Carlos Domingues e dos FUSCA's do Ronaldo Rossi, doJúlio Lopes, do Jorge Botelho, do Rogério Costa e o meu. Na Curva Sul,  tirei o pé, pois ele estava por dentro, na primeira bobeada dele, na Entrada do Miolo, freei depois, botei por dentro e assumi a 6º colocação.

Na volta seguinte ele me deu o troco na Ferradura, e ficamos trocando de posição até a penultima volta, quando, eu saí da Norte na frente dele, mas a trazeira escorregou, passei por cima de umas irregularidades do piso e, pouco experiente, achei que tinha furado um pneu, como os Boxes ficavam no início do Retão, entrei e perguntei se tinha um pneu furado. Levei uma puta bronca junto com a ordem de voltar rápido. Voltei pra pista e terminei em 11º lugar.
GT 40 de Sidney Cardoso e a GTA do Aloisio Kreisher




Embora a revista 4 Rodas tenha publicado matéria dizendo que eu o Rogério Costa e o Sergio Almeida, tinhamos dada um bom espetáculo, recebi e recebo muitas gozações e o apelido de "Pneu Furado".
LORENA de Carlos Scorzelli e o MINI COOPER de Amaury Mesquita

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ERWIN KEUPER II

Por sujestão do Grande Mestre Joca, vai uma historinha.
Feito o FUSCA, descemos para testar. Numa Quinta Feira, chegamos ao Autódromo às 9,00hs aproximadamente. Chamamos o Nonato e pedimos para experimentar o carro.
-"De geito nenhum. Sem equipe médica, sem Bombeiros nem pensar."
Argumentamos que o carro era novo, que se acontecesse alguma coisa nos responsabilizámos, que na semana seguinte tinha corrida e não sabiamos nem se o carro ia andar direito, que tínhamos vindo de Petrópolis e, finalmente, o cuidadoso zelador nos autorizou, não sem antes  fazer diversas recomendações.
Tudo pronto, Erwin ao volante, eu de co-piloto, começamos a rodar e trocar idéias. De vagar, estudando o traçado, sentindo o carro, chegamos a conclusão que deveríamos fazer a Sul de quarta, terceira na Entrada do Miolo, esticada até a  Ferradura, quarta na saída, terceira pra fazer o S, procurnado manter o carro por dentro na primeira perna pra sair forte na segunda perna, quarta no meio da leve curva pra esquerda, terceira na entrada da Norte, descer o Relevê pra tangenciar, e bota no retão.
Paramos nos boxes, eu desci e o porra louca do Erwin saiu baixando o cacête já na primeira volta.
Virou 2'3' alto. Na segunda volta virou 2'6" alto, tinha atravessado na Ferradura. Na terceira virou 2'3 alto, na quarta 2'3" baixo, na sexta 2'3" cravados, na sétima idem, na oitava idem, na nona de novo e parou.
-"Acho que é isso aí. Vai lá e vê se melhora. Na Sul basta uma rápida apertada no pedal do meio e bota de novo. Boa sorte."
Sentei na Barata, apertei o sinto (era dos poucos a colocar cinto na época), liguei o motor, o giro rápido do motor de arranque de 6 volts, com a bateria de 12volts está gravado até hoje na minha memória. O FUSCA pegou, embrulhando bastante na baixa, mas subindo de giro rápido e serrando de 2.500 pra cima.
A boca sêca, os pés tremendo nos pedais, saí para minha primeira volta no Autódromo.
Passei a primeira vez pelos boxes e o Erwim sinalizou ok mas não mostrou tempo.
Passei a segunda vez e nada de tempo.
Resolví ir mais rápido, passei, nada, de novo.
Na quarta volta passei, o Erwin sinalizou 2'4" com uma interrogação abaixo do tempo.
Passei na quinta 2'4" de novo e ordem para parar na próxima.
Pensei: Que merda, será que não vou conseguir?
Parei no s boxes, retirei o capacete, soltei o cinto e ia saltar quando o Erwin, com toda sua refinada educação, disse.
-"Onde você pensa que vái? Trata de voltar lá e mandar a bota nessa merda. Porra. Você veio aquí brincar?"
Argumentei que estava preocupado em acontecer um acidente.
-"Se acontecer foda-se. Tem tempo pra consertar essa merda."
-"Aquí dentro não pode ter "se". Tem que ser no limite."
Nós costumávamos dizer que nos pegas de rua você tinha que andar no limite menos "se". Se tiver água, se tiver óleo, se vier alguém em sentido contrário e outros "se".
Respirei fundo, tromei um gole de água e voltei pra pista.
 Na primeira passada nada de mostrar tempo.
Na segunda 2'3" alto, depois 2'3" baixo, dpois 2'3" cravados, na outra 2'3" cravados e parei.
-"Parou por que? Trata de voltar e baixar esse tempo".
Disse que não ia arriscar, que se tivesse que baixar seria na corrida, não ia arriscar mais.
Ele gritou, reclamou, me chamou de cagão, mas não voltei.
O Juca disse que eu tinha razão, que estava bom assim, e encerramos a minha estréia no Autódromo.



O saudoso Erwin Keuper e o FUSCA com o numeral#44