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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

CORRIDAS DE CARRINHOS DE ROLIMAN



A atração pela velocidade se manifesta desde cedo. Seja através dos carrinhos de pedal, das bicicletas e até nos carrinhos de roliman.
A vontade de competir, inibida pela falta de grana e pela pouca idade levou muita gente a se arriscar participando de corridas de carrinhos de roliman, que nós realizávamos na Serra Terezópolis/Petrópolis.
Chegamos a ser convidados para realizar uma delas no Parque Nacional em Terezópolis.
Era uma diversão sadia, gostosa, que fazia a confratenização de muitos jovens.

Largada "disputadìssima" no Parque Nacional de Terezópolis.
 Abelardo "Belão" Gonçalves fazendo ajustes no seu "Bólido".

O "Bólido" do "Belão".

Retorno para nova Largada à bordo do DODGE UTILITY do Carlos Alexandre "Xandi" Silveira.

Curvão no Parque.


Está chegando a hora.

Adrenalina em alta, rs.



E assim amenizávamos a nossa paixão pela velocidade, com esses carrinhos, que segundo o velocímetro do MALZONI do Giovani Bianchi, chegavam até a 60 Km/hora.

8 comentários:

PAPERSLOTCAR disse...

Baleiro por favor manda fotos e descricao visual do teu opala que ja ta no jeito o danado.

Jovino disse...

Baleiro,
Você me fez voltar no tempo agora. Também participei de corridas de carrrinhos de roliman (rolamentos para a gente na época) aqui em Brasilia no início da década de 70 lá no eixinho L quando ele era praticamente sem trânsito, inclusive, ganhei uma medalhe de 2º colocado em uma das provas.
Só que a gente corria de uma forma diferente. O próprio piloto é quem se empurrava, pois a gente ficava deitado de lado no carrinho sobre a perna esquerda encolhida e com a perna direita que servia de alavanca para ele ser impulsionado e correr, pois a corrida era realizada, neste caso, em reta e não em descida, mas tinha também em ladeiras.
Velhos e bons momentos.
Jovino

Pedro Henrique "Baleiro" disse...

Fábio, obrigado amigo, já mandei as fotos.
Um abraço.

Pedro Henrique "Baleiro" disse...

Jovino, morei um ano nessa terra e gostei muito, mas ladeira aí é fartura total, rs. Farta ladeira em qualquer lugar. Enquanto aquí tem demais.
Um abraço.
P.S. Parabéns pelo 2º lugar.

Hiperfanauto disse...

Vendo as fotos eu também voltei no tempo. Um tempo muito lá atrás, as ladeiras do Morumbi, infernizando a vida dos poucos moradores que ali existiam. Nosso carros não eram tão sofisticados como os de voces ai de Petropolis (eram mais antigos), mas acredito que a sensação era a mesma. Quanta alegria, dai foi um pulo para as Leonettes e Gulivettes, mais tarde para as Mondiaus e Itaujets e depois os fusquetas do papai e da mamãe. Carrinho de rolimã era raça pura, capacete só de soldado, o freio era o salto do sapato (ainda não era época do tenis) e não raro mão e braço ralado no asfalto.

Zé Clemente disse...

Boa Pedrão. Você me lembrou de uma coisa interessante. Tenho um carrinho desses guardado aqui no sótão de casa. Os rolamentos, claro, a essa altura nem giram mais. Meu local preferido era um cemitério perto de casa. Ladeira de asfalto, uma delícia. As viúvas que rezavam lá de vez em quando não achavam muita graça. Nós sim.

Abraço

Sidney Cardoso disse...

Pedro
Me fizeste voltar no tempo também.

Teve uma época, nos anos 60, que houve uma enchente no RJ e a estrada Grajaú-Jacarepaguá ficou interditada devido ter caído algumas barreiras.

Do meio dela, ou seja, lá onde tinha a Cabana da Serra para o lado de Jacarepaguá estava tudo bem.

Com isso a turma da Tijuca e a de Jacarepaguá ia pra lá botar pegas com carrinhos de Rolimã.

Entre muitos outros iam o Paulo Bracchi,"Russinho", Joaquim, "Neném, eu e o Benjamim Vera Molano, da Ben Volks, sócio do Wilson Fasid que você conheceu.(aliás, achei uma foto do Wilson hoje).

Resumindo, os pegas iam ficando mais brabos a cada dia, devido a interdição durar muito tempo e com isso a turma ia melhorando os carrinhos.

Benjamim, então, foi lá no colégio e pediu ao marceneiro para fazer um carrinho bem grande e com a madeira mais pesada que tivesse.

Viu na marcenaria uma perna de três bem grossa e falou:- é essa aqui!

Sr. José, o marceneiro, falou: - meu filho, isso é "madeira de dar em doido"! Não faça isso não, você pode se machucar.

Benjamin insistiu e Sr. José fez o carrinho.

Fomos lá à tarde experimentar e ele desceu zunindo fazendo um tempo maravilhoso. Não via a hora da turma da Tijuca chegar pra dar aquela "lavada".

Bem, na hora da corrida ficávamos lá embaixo com a Kombi esperando, logo após onde hoje é o Hospital Cardoso Fontes.

Estávamos esperando crentes que Benjamim viria em primeiro e nada... apareceram outros carrinhos e ele não vinha.

Subimos com a kombi no sentido contrário procurando-o e o achamos desmaiado dentro de uma vala.

Resumindo colocamos ele deitado dentro da Kombi levamos para a SAMDU, no Mato Alto, que era mais perto e lá disseram que o caso era sério que teríamos que levá-lo para o hospital Carlos Chagas.

Nisso Benjamim acorda e sussurra que o ortopedista Lídio Toledo era seu cliente na oficina e que nós o levássemos para o Miguel Couto que ele era de lá.

Assim fizemos, ele teve fratura do braço e outras coisas, prém depois ficou tudo bem, apesar de tomar um grande Esporr. de sua esposa que não supunha que aquele homem casado estava se divertindo com carrinho de rolimã.

O fotógrafo Waldir Braga, "Estrela" fez umas fotos dele engessado na cama.

Dia 31 de janeiro próximo vou encontrar-me com ele no evento do Amauri. Vou ligar antes e pedir pra ele levar as fotos e aí você as vê lá.
Abraços,

Otto disse...

Sidney, você esqueceu de mim...Eu usava um capacete alemão da Primeira Guerra Mundial, tá lembrado? Abraços, Otto