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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PROVA LUSO/BRASILEIRA 17/12/67























Caro Pedro
Conforme combinado estou te enviando as fotos da Corrida Internacional Luso-Brasileira.
Com o acervo do fotógrafo José Carlos de Brito e Cunha (QUE ACHADO BOM HEIN!), juntos com o do Waldir Braga, "Estrela", do Rodrigo Octávio e com os resultados do Ricardo Cunha dá para contar a corrida visualmente.
Estão aí nas fotos os Karman-Ghias dos saudosos amigos petropolitanos Aylton Varanda e do João Varanda Filho, "Jiquica".
Coloquei as fotos com números na ordem crescente, ou seja, desde os carros lá no colégio, os treinos, largada, I bateria, II bateria, resultados.
Forte abraço,
Sidney


1 Carros na quadra colegio, vespera corrida internacional Luso-Brasileira JIQUICA 16-12-67
2 Wilson Marques, Sidney Cardoso Karmann-Ghia Aylton Varanda
3 Carros quadra nosso colegio vespera corrida Internacional Luso-Brasileira, 16-12-67
4 Largada Autodromo do Rio Prova Almirante Tamandare Corrida Internacional Corrida Luso Brasileira 17-12-1967
5 Cronometrag.Ofic.Prova Almirante Tamandare, Luso-Brasileira, corrida 17-12-67
6 Lotus 47 Autodromo do Rio em 67
7 I Bateria Ricardo Achcar e Wilson Fittipald foto Rodrigo Octavio
8 Fitti-Porsche com Wilsinho passando Lotus 47, Corrida Luso- Brasileira.
9 Nogueira Pinto, P911, Bird, Luizinho, foto Rodrigo Octavio
10 Prova Internacional Luso-Brasileira 67. I Bateria, Sergio Cardoso com Karman-Ghia porsche 2.0 Aylton Varanda
11 Prova Luso-Brasileira I Bateria Sergio Karman-Ghia Porsche 2 Jiquica #76 e Bird Mark I #22.
12 Corrida Luso-Brasileira II Bateria curva do S Ailton Varanda Karman-Ghia Porsche 2,0, Olivetti GTA..
13 Wilson Marques Ferreira com Alfa Giulia, Norman Casari com Malzoni segunda bateria Prova Luso-brasileira 67
14 Prova Luso-Brasileira II Bateria, Wilson Marques com Alfa Giulia TI e Norman com Malzoni
15 Segunda Bateria Ailton Varanda com Karman-Ghia Porsche 200 e Wilson Marques Teixeira, com Alfa Giulia, mesma equipe.
16 Prova Luso-Brasileira, podio seg. bat. Nogueira Pinto, Bird Clemente e Wilson Marques. Revista AE fev.68
17 Resultado I Bateria Luso-Brasileira
18 RESULTADO SEGUNDA BATERIA PROVA LUSO-BRASILEIRA
19 RESULTADO FINAL LUSO BRASILEIRA

12 comentários:

Ricardo Karan disse...

Pedrão belas fotos novamente o acervo do acervo do Brito Cunha e agora do Sidney tambem olha tem que tirar o chapeu muito bom mesmo na hora que vc juntar as que tenho aqui em revistas de epoca seu blog vai ficar 10000 parabens a Vc ao Brito e tb ao Sidney q de mansinho só vem ilustrando com essas raridades abração

Antonio Seabra disse...

Pedro e Sydney,

Como sempre, fotos espetaculares e texto (e tabua de resultados) preciosos !!!

Algumas coisas me chemam a atenção:
a enorme diferença de tempo entre a GTA do Lolli e do Olivetti. Alías, o Olivetti de GTA tomou tempo no treino do Sidney, com a mais fraca Giulia TI. Outra coisa é a enorme diferença de tempo emntre o KG 2000 e o 1600, quase 12seg. por volta. Por acaso o 1600 teve problema no treino Sidney ???
O tempo do Porsche 911 foi bem fraquinho, comparado aos temos da Lotus e até do Cortina Lotus (que andou bem, na mão do Peixinho). Mas quer me parecer que o Porsche era quase std.

Explica ai Sidney !

Antonio

Anônimo disse...

Antonio Seabra deixou um novo comentário sobre a sua postagem "PROVA LUSO/BRASILEIRA 17/12/67":

Pedro e Sydney,

Como sempre, fotos espetaculares e texto (e tabua de resultados) preciosos !!!

Algumas coisas me chemam a atenção:
a enorme diferença de tempo entre a GTA do Lolli e do Olivetti. Alías, o Olivetti de GTA tomou tempo no treino do Sidney, com a mais fraca Giulia TI. Outra coisa é a enorme diferença de tempo emntre o KG 2000 e o 1600, quase 12seg. por volta. Por acaso o 1600 teve problema no treino Sidney ???
O tempo do Porsche 911 foi bem fraquinho, comparado aos temos da Lotus e até do Cortina Lotus (que andou bem, na mão do Peixinho). Mas quer me parecer que o Porsche era quase std.

Explica ai Sidney !

Antonio

Anônimo disse...

Ricardo Karan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "PROVA LUSO/BRASILEIRA 17/12/67":

Pedrão belas fotos novamente o acervo do acervo do Brito Cunha e agora do Sidney tambem olha tem que tirar o chapeu muito bom mesmo na hora que vc juntar as que tenho aqui em revistas de epoca seu blog vai ficar 10000 parabens a Vc ao Brito e tb ao Sidney q de mansinho só vem ilustrando com essas raridades abração

Pé de Chumbo disse...

Baleiro, também tô por aqui. Já te coloquei nos favoritos, e todo dia vou dar uma espiada.
Abração

Anônimo disse...

Pé de Chumbo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "PROVA LUSO/BRASILEIRA 17/12/67":

Baleiro, também tô por aqui. Já te coloquei nos favoritos, e todo dia vou dar uma espiada.
Abração

Pedro "Baleiro" disse...

Pé de Chumbo
Seja bem vindo amigo. Desculpe poetar como anonimo, mas meu blog não está caceitando publicar direto.
Um abraço.

Sidney Cardoso disse...

Ricardo Karan
Grato por suas palavras. O crédito dessa reportagem fotográfica, na verdade, não é meu e sim, do grande amigo, já falecido, o fotógrafo Waldir Braga, “Estrela”, que por grande amizade me deu muitas de suas fotos.

Antonio Seabra

Provavelmente a GTA do Mário Olivetti deve ter tido algum problema mecânico na hora do treino classificatório.

Quanto ao Porsche 1.600 do “Jiquica”, você acertou em cheio em sua suposição. Ele teve problemas de falhas no motor. O “Passarinho”, mecânico dele corrigiu o problema naquela noite lá na quadra de nosso colégio.

Sobre o Porsche 911 não posso te falar, pois ele junto com o Fitti-Porsche não ficaram conosco no colégio. Eles foram para a Lemos& Brentar, de propriedade de Aloísio Lemos e Albino Brentar, que ficava no Jardim Botânico, quase em frente a ABBR. Era uma representante da DACON no Rio que vendia e fazia manutenção em Pumas e 947. Tinham, portanto, peças de motores Porsche.

O Lótus Cortina – que havia sido do Jim Clark – também apresentou problemas mecânicos e tivemos dificuldades com as peças.

O mesmo aconteceu com um dos Lótus 47. Rapaz, tivemos que acordar o Sr. Gonçalves, proprietário da Autopeças Gonçalves. Essa loja dele ficava bem pertinho do colégio e sua casa na Praça Seca em Jacarepaguá. Nós o acordamos com certo receio de contrariá-lo, pois era 23:50h daquele sábado véspera da corrida, para ver se ele tinha alguma junta de caixa de marcha que se assemelhasse ao do Lótus. Felizmente, como ele também era Português, nos atendeu com o maior prazer e fomos à sua loja ver se encontrávamos alguma peça parecida que servisse. Ele só nos fez uma exigência: queria que arranjássemos uma credencial para ver seus patrícios de perto quando estivessem correndo.
Arrumamos uma junta parecida, não original do Lótus, mas logo no início da corrida a junta pifou.

Outro que teve problemas com peças foi o Mark I do Luiz Pereira Bueno. Luizinho ficou até de madrugada deitado naquele carrinho com rodas que os mecânicos usam para mexer debaixo do carro (me fugiu o nome agora), tentando acertar o carro que ele iria correr. Mas naquela mesma madrugada nos confidenciou que dificilmente seu carro agüentaria chegar ao final, pois faltava uma peça e ele teve que fazer um pequeno "gatilho". O que acabou acontecendo.

Era a época do automobilismo romântico, ou seja, não havia fartura de peças sobressalentes.

Outra coisa que você não me perguntou, mas deve ter estranhado: meu irmão Sérgio Cardoso havia feito um ótimo tempo com o Karman-Ghia Porsche 2.0, o quarto tempo e chegou em sétimo lugar. Isso se deveu a ele ter dado uma rodada saindo da pista e demorado a voltar a ela, devido o declive do local.
Abração.

Anônimo disse...

Ricardo Karan
Grato por suas palavras. O crédito dessa reportagem fotográfica, na verdade, não é meu e sim, do grande amigo, já falecido, o fotógrafo Waldir Braga, “Estrela”, que por grande amizade me deu muitas de suas fotos.

Antonio Seabra

Provavelmente a GTA do Mário Olivetti deve ter tido algum problema mecânico na hora do treino classificatório.

Quanto ao Porsche 1.600 do “Jiquica”, você acertou em cheio em sua suposição. Ele teve problemas de falhas no motor. O “Passarinho”, mecânico dele corrigiu o problema naquela noite lá na quadra de nosso colégio.

Sobre o Porsche 911 não posso te falar, pois ele junto com o Fitti-Porsche não ficaram conosco no colégio. Eles foram para a Lemos& Brentar, de propriedade de Aloísio Lemos e Albino Brentar, que ficava no Jardim Botânico, quase em frente a ABBR. Era uma representante da DACON no Rio que vendia e fazia manutenção em Pumas e 947. Tinham, portanto, peças de motores Porsche.

O Lótus Cortina – que havia sido do Jim Clark – também apresentou problemas mecânicos e tivemos dificuldades com as peças.

O mesmo aconteceu com um dos Lótus 47. Rapaz, tivemos que acordar o Sr. Gonçalves, proprietário da Autopeças Gonçalves. Essa loja dele ficava bem pertinho do colégio e sua casa na Praça Seca em Jacarepaguá. Nós o acordamos com certo receio de contrariá-lo, pois era 23:50h daquele sábado véspera da corrida, para ver se ele tinha alguma junta de caixa de marcha que se assemelhasse ao do Lótus. Felizmente, como ele também era Português, nos atendeu com o maior prazer e fomos à sua loja ver se encontrávamos alguma peça parecida que servisse. Ele só nos fez uma exigência: queria que arranjássemos uma credencial para ver seus patrícios de perto quando estivessem correndo.
Arrumamos uma junta parecida, não original do Lótus, mas logo no início da corrida a junta pifou.

Outro que teve problemas com peças foi o Mark I do Luiz Pereira Bueno. Luizinho ficou até de madrugada deitado naquele carrinho com rodas que os mecânicos usam para mexer debaixo do carro (me fugiu o nome agora), tentando acertar o carro que ele iria correr. Mas naquela mesma madrugada nos confidenciou que dificilmente seu carro agüentaria chegar ao final, pois faltava uma peça e ele teve que fazer um pequeno "gatilho". O que acabou acontecendo.

Era a época do automobilismo romântico, ou seja, não havia fartura de peças sobressalentes.

Outra coisa que você não me perguntou, mas deve ter estranhado: meu irmão Sérgio Cardoso havia feito um ótimo tempo com o Karman-Ghia Porsche 2.0, o quarto tempo e chegou em sétimo lugar. Isso se deveu a ele ter dado uma rodada saindo da pista e demorado a voltar a ela, devido o declive do local.
Abração.

Sidney Cardoso

Bird disse...

Esta foi a prova mais difícil da minha carreira, eu precisava muito desta oportuna vitória, pois passava por uma fase difícil com falta de sorte, e só depois fiquei sabendo que o meu carro era bem mais pesado do que o 21, o que respondeu as perguntas e cobranças em minha consciência. Era um gride muito forte. Na primeira bateria cheguei em quarto, fazia um calor infernal. Na largada da segunda bateria chovia muito e o Greco colocou um jogo de pneus Dunlop no meu carro, foi o que valeu. Dada à largada o limpador de para-brisa não dava conta, com sorte já ponteei na saída da primeira curva no final da reta. Nunca me atirei tanto, arrisquei até o ultimo fio de cabelo, era tanta agua que perdi a estabilidade direcional por duas vezes entrando em pendulo no meio da reta, mas o meu anjo de guarda estava lá. O pé tinha que ficar no fundo, mas o joelho queria dobrar, só assim era possível aquele Alpinão 1300cc, travestido de Ford Mark 1 segurar aquela barra, perseguido por Porsches, Lótus, Alfas GTA, todos 2000cc. Comprimento e agradeço ao Sidney Cardoso por me alertar sobre este Blog que resgata um dos mais importantes momentos da minha vida e está ótimo. Grande recordação.
Muito obrigado,
Bird Clemente

Abs. Esta foi a prova mais difícil da minha carreira, eu precisava muito desta oportuna vitória, pois passava por uma fase difícil com falta de sorte, e só depois fiquei sabendo que o meu carro era bem mais pesado do que o 21, o que respondeu as perguntas e cobranças em minha consciência. Era um gride muito forte. Na primeira bateria cheguei em quarto, fazia um calor infernal. Na largada da segunda bateria chovia muito e o Greco colocou um jogo de pneus Dunlop no meu carro, foi o que valeu. Dada à largada o limpador de para-brisa não dava conta, com sorte já ponteei na saída da primeira curva no final da reta. Nunca me atirei tanto, arrisquei até o ultimo fio de cabelo, era tanta agua que perdi a estabilidade direcional por duas vezes entrando em pendulo no meio da reta, mas o meu anjo de guarda estava lá. O pé tinha que ficar no fundo, mas o joelho queria dobrar, só assim era possível aquele Alpinão 1300cc, travestido de Ford Mark 1 segurar aquela barra, perseguido por Porsches, Lótus, Alfas GTA, todos 2000cc. Comprimento e agradeço ao Sidney Cardoso por me alertar sobre este Blog que resgata um dos mais importantes momentos da minha vida e está ótimo. Grande recordação.
Muito obrigado,
Bird Clemente

Abs. Esta foi a prova mais difícil da minha carreira, eu precisava muito desta oportuna vitória, pois passava por uma fase difícil com falta de sorte, e só depois fiquei sabendo que o meu carro era bem mais pesado do que o 21, o que respondeu as perguntas e cobranças em minha consciência. Era um gride muito forte. Na primeira bateria cheguei em quarto, fazia um calor infernal. Na largada da segunda bateria chovia muito e o Greco colocou um jogo de pneus Dunlop no meu carro, foi o que valeu. Dada à largada o limpador de para-brisa não dava conta, com sorte já ponteei na saída da primeira curva no final da reta. Nunca me atirei tanto, arrisquei até o ultimo fio de cabelo, era tanta agua que perdi a estabilidade direcional por duas vezes entrando em pendulo no meio da reta, mas o meu anjo de guarda estava lá. O pé tinha que ficar no fundo, mas o joelho queria dobrar, só assim era possível aquele Alpinão 1300cc, travestido de Ford Mark 1 segurar aquela barra, perseguido por Porsches, Lótus, Alfas GTA, todos 2000cc. Comprimento e agradeço ao Sidney Cardoso por me alertar sobre este Blog que resgata um dos mais importantes momentos da minha vida e está ótimo. Grande recordação.
Muito obrigado,
Bird Clemente

Abs.

Anônimo disse...

Bird deixou um novo comentário sobre a sua postagem "PROVA LUSO/BRASILEIRA 17/12/67":

Esta foi a prova mais difícil da minha carreira, eu precisava muito desta oportuna vitória, pois passava por uma fase difícil com falta de sorte, e só depois fiquei sabendo que o meu carro era bem mais pesado do que o 21, o que respondeu as perguntas e cobranças em minha consciência. Era um gride muito forte. Na primeira bateria cheguei em quarto, fazia um calor infernal. Na largada da segunda bateria chovia muito e o Greco colocou um jogo de pneus Dunlop no meu carro, foi o que valeu. Dada à largada o limpador de para-brisa não dava conta, com sorte já ponteei na saída da primeira curva no final da reta. Nunca me atirei tanto, arrisquei até o ultimo fio de cabelo, era tanta agua que perdi a estabilidade direcional por duas vezes entrando em pendulo no meio da reta, mas o meu anjo de guarda estava lá. O pé tinha que ficar no fundo, mas o joelho queria dobrar, só assim era possível aquele Alpinão 1300cc, travestido de Ford Mark 1 segurar aquela barra, perseguido por Porsches, Lótus, Alfas GTA, todos 2000cc. Comprimento e agradeço ao Sidney Cardoso por me alertar sobre este Blog que resgata um dos mais importantes momentos da minha vida e está ótimo. Grande recordação.
Muito obrigado,
Bird Clemente

Pedro "Baleiro" disse...

Bird, eu que agradeço sua participação no blog. A intenção é contar um pouco da história do nosso automobilismo.
Ricardo, Pé de Chumbo, Antonio e Sidney, vcs fazem parte do blog, obrigado, conto com a participação de vcs.
Um abraço amigos.