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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O MISTÉRIO DOS KG

É sabido que vieram 3 KG Dacon para o RJ. Um 2000 para o Aylton Varanda, um 1600 para o Jiquica Varanda e outro 2000 para o Sérgio Cardoso.
Vamos acompanhar: O do Sergio Cardoso se acidentou em Interlagos e parece que não foi recuperdo, com a palavra o Sidney Cardoso.


O KG do Jiquica se encontra restaurado no Museu de Passo Fundo, do Paulo Trevisan, foi inicialmente comprado pelo Paulo Scalli, que o vendeu para o João Rocha Lagoa, que o vendeu para o Vicente “Muca”, que o vendeu ao Paulo Lomba, que vendeu para o Paulo Trevisan. (segundo o Vicente).

KG do Jiquica Varanda.

Quanto ao KG do Aylton Varanda, recebi a seguinte história do Zé Varanda Bastos:

"Pedro desculpa a demora em responder seu email sobre KG DACON 2 Lts que pertenceu ao Tio Ayton Varanda.
  Fui incumbido pelo meu avô José Varanda para retirar umas quinquilharias que pertencia a ele, sobra do saudoso Hotel Majestic hoje praça 14 Bis,  pois a Prefeitura de Petrópolis tinha desapropriado. (que até hoje não pagou) Chegando lá, só tralhas velhas , lustres enormes de cristal, camas, cômodas geladeiras e outras M.  Lá no canto, apoiado diretamente ao chão sem rodas, motor e cambio, coberto de poeira o KG Dacon pintado em branco e vermelho, da mesma forma como tinha abandonado as pistas. No mesmo instante veio a vontade de pedir ao Ayton que estava morando em Brasília e trabalhando com o Carlinhos Bravo, a posse daquela maquina , a noite liguei para ele, que me respondeu com um engasgo, senti que tinha mexido no passado , mais com uma respiração profunda respondeu, pode ficar para você.
 Aí, no dia seguinte, volto ao Majestic para retirar meu premio, pois já tinha retirado as coisas que meu avô tinha guardado. Levei para a empresa de meu pai (Transportadora Rio Bras, comentário meu) e mandei dar uma lavada para saber por onde começar. Tinha muito serviço na carroceria, a fibra era boa mais tinha consertos mal feitos, recuperamos toda a fibra antes de tirar do chassi , raspando toda a pintura para iniciar uma nova pintura que já estava definida, voltar ao azul da Equipe Dacon .
Colocamos a mecânica Volks com um motor 2.000 que preparei na extinta Retifica Leal com as dicas do Zé Roque , comando , carburação, carter seco , mandei fazer as rodas das mesma medidas das usadas anteriormente com os mesmo pneus Pirelli, o carro ficou idêntico ao dos Fittipaldi , era muito rápido para andar na rua, não tinha freio.  Quando Passarinho (ex.mecânico do Ayton) viu o carro andando começou a perturbar para comprar e assim passados uns dois anos , andava pouco no carro, um dia acabei vendendo ao Passarinho que deu uma batida que não lembro muito bem mais acho que foi na Av. Brasil e não mais soube o final do meu KG. Fico muito triste em lembrar que esta jóia esteve nas minha mãos, não consigo lembrar o ano que tudo aconteceu mais vou mexer em papeis velhos para ver o ano que transferi acho que 1975 ou 1976".




Abraços

José Varanda Bastos
 
Segundo o Passarinho, ele não bateu o KG, apenas saiu o capô na AV. Brasil, em seguida, vendeu-o para o Paulo "Pace" Carneiro Mello, que por sua vez o trocou num Dodge Dart de competição com outro Paulo, o "Difunto", ex Piloto de Testes da FNM, que infelizmente já nos deixou. Esse carro esteve durante longo tempo no Galpão da EMEWÊ, do José Luiz Milosky, pintado de azul como originalmente.
Fui informado que teria sido comprado pelo Custódio, que corria de Passat preparado pelo Zé Milosky, mas não sei se é verdade.
Quem puder acrescentar mais alguma informação, será muito bem vindo.

7 comentários:

Sidney Cardoso disse...

Pedro
Devido alguns compromissos andei fora da internet.Chegando hoje visitando seu blog encontrei um monte de matérias interessantes.

Começarei dando meu depoimento por essa matéria devido seu convite, depois falarei nas outras.

Vieram 4 Karmann-Ghias para o RJ e não 3, você se esqueceu do outro de 2.000cc que adquirimos do "Moco" em 1968, que havia adquirido-o da DACON. Estreei com ele nas 3 Horas da Guanabara-Prova Jim Clark em 28-04-1968, a data me foi passada pelo pesquisador e amigo Ricardo Cunha.

Como o adquirimos na véspera da corrida, com autorização do "Moco", corri com as cores originais que veio dele, ou seja, P&B e com seu numeral o 2.

Bem, mais tarde juntamos as peças desse e do motor do Karmann-Ghia do Sérgio e usamos no Lorena. Nesse KG foi colocado um motor VW 1600.

Fiz algumas corridas com ele sozinho, corri outras em parceria com Vicente Domingues e Fernando Calmon.

Mais tarde, devido estarmos com o Lorena, vendi-o para José Eduardo que fez estreantes com ele.

Mais tarde José Eduardo o vendeu para Nelson Balestieri que depois o vendeu para Vicente Domingues e seu irmão Carlos Eduardo Domingues, "Edú".

Atualmente está restaurado com o Maurício Marx, em SP.
Está utilizando as cores da DACON, azul e branca e com o numeral 77, mas na verdade esse era o 2 original.

Pedro Henrique "Baleiro" disse...

Sidney, continuemos então o rciocínio. Dos 4 KG, um ficou destruido no acidente do Aylton nas MIL MILHAS, o segundo que vocês adquiriram está em Sampa com o Mauricio Marx, o do Jiquica está em Passo Fundo com o Paulo Trevisan. Onde foi parar o KG do Aylton??????

Cesar Costa disse...

O que capotou em São Paulo não virou o Lorena?

Pedro Henrique "Baleiro" disse...

Cesar, segundo o Sidney, parte dele foi colocada no Lorena.

Luby disse...

O misterio continua..
abs

Sidney Cardoso disse...

Pedro Carvalho
Embora eu tenha adquirido a fama de ter uma boa memória. Quanto à carroceria do Karmann-Ghia do Sérgio que foi danificada em Interlagos, rapaz, não me lembro do fim dela.

Lembro-me que todo o equipamento foi passado do KG para o Lorena. Tudo, instrumentos do painel, mecânica, enfim, tudo.

Como ela era de fibra, seria bem fácil recuperá-la. Mas estávamos tão envolvidos com o Lorena que, sinceramente, não me lembro que fim tomou.

Acho o mais provável que Sérgio tenha dado ela para o Joaquim, este que aparece na foto ao lado dela em Interlagos, e que ele deve tê-la vendido.

Antonio Seabra disse...

Pedro,

Depois de ter dado aquelas 5 voltinhas em Guaporé com o 1600 (err, 1700cc) da coleção do Paulo Trevisan, fico babando só de imaginar como seria o desempenho dos 2.000 cc.
Como eu gostaria de ter guiado um deles !!!

Antonio